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Pisgah Stage Race (o que ficou)

My spirit was still mountain biking even when the race was over

A PisgahStage Race já acabou há 3 dias, mas quando eu fecho os olhos pra dormir, percebo que meu espírito ainda está nas trilhas, mirando a próxima curva, calculando o equilíbrio do corpo, o toque (ou não) nos freios, o jogo de quadril, a marcha correta... É uma espécie de jetlag, um PisgahLeg. É um desejo incontrolável de voltar. É minha alma expressando seu instinto de preservação.
“Por favor Viviane, não me tire daqui”. Nos meus sonhos, eu vou mais rápido, eu sinto o vento no rosto, eu faço uma curva sem diminuir a velocidade, e jogo a traseira com meu corpo para endireitar a bike no novo sentido... nos meus sonhos eu sou incrível!
 
Assumo, não segurei a onda. A volta pra casa foi chorosa. Não de manha, mas de emoção, de alegria e dor. O paradoxo da condição humana. Voltar pra casa é voltar pro batente, pra rotina cheia de pessoas e muito solitária ao mesmo tempo.
 
Compartilhar as histórias da Pisgah com meus amigos Brazucas será o próximo passo dessa experiência. É o que vai fechar o círculo da viagem. É o que vai acalmar meu coração ansioso. Contar o que vi e vivi, o que senti, o que encontrei e superei, e explicar pra eles que na Pisgah, eles podem descobrir o melhor de si.
 
A Pisgah Stage Race é um evento que reúne a essência do MTB:
 
  • A dificuldade técnica (e aquele frio na barriga de superar os obstáculos perigosos e divertidos),
  • As subidas longas e intermináveis (teve dia que passamos mais de 1h subindo trilha e estradas de pedrinhas)
  • A diversão dos downhills – todo dia tinha um trecho de “enduro”, uma descida na qual o tempo era computado e havia premiação especial pros top 3 masculino e feminino. Teve um dia que tivemos duas sessões de downhill! Todos viram crianças alegres e sapecas nessa parte da prova.
  • A competição – tanto no masculino quanto no feminino, o drama da competição estava no ar. O top 5 foi super disputado até o fim. Não teve dia em que o resultado foi repetido. Cada dia, cada percurso beneficiou um ou outros atleta, e a disputa foi intensa.
  • O percurso ideal: distância ideal para exigência ideal. Nenhum dia acabei a prova com aquela sensação de ter passado do limite, de exagero, de ter pedalado pela minha sobrevivência. O oposto também não aconteceu. Todos os dias foram difíceis, exigentes, divertidos e com alguma trilha que deixou tudo mais “épico”.
  • A camaradagem. Talvez o fato de uma cervejaria patrocinar o evento colabore para esse quesito! Rs
  • A festa! A comunidade do MTB não tem barreiras de idioma ou território. As palavras chaves são: Uhuuu, Yeeeah, Wooooooow, Whoa e o sorriso no rosto. As vezes entra um “Oh Shit” nisso aí rs.
 
Enfim, colegas, a Carolina do Norte é muito mais do que um estado do Bible Belt. A região de Pisgah (que compreende as cidades de Brevard e Asheville) é um dos melhores lugares para fazer Mountain Bike dos EUA (comparam apenas com Oregon).
 
As trilhas cheias de pedras e raízes nas montanhas da Pisgah National Forest atraem atletas profissionais e fanfarrões amadores de todos os cantos dos EUA.
 
Pra mim, o que mais vai ficar marcado dessa experiência são as pessoas que conheci – ganhei uma família de amigos! E aquele sorriso no rosto, mesmo quando estava sozinha na floresta, enfrentando um dos maiores desafios da minha carreira de atleta vida.
 
 
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